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A reunião, que acontece mensalmente, debate os desafios logísticos que impactam a competitividade da indústria local.

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), regional Jundiaí, realizou na quarta, dia 18 de março, a reunião mensal do Departamento de Comércio Exterior para discutir os desafios logísticos que impactam a competitividade da indústria local. 

O encontro foi coordenado por Cileide David e Marcio Ribeiro Julio e abordou desde a crise de capacidade no transporte aéreo global até os planos de expansão e alfandegamento do Terminal Intermodal de Jundiaí (TIJU). 

André Maluf, da DHL, apresentou um panorama preocupante para o modal aéreo. Embora a América Latina tenha registrado alta de 4,7% nas exportações em 2025, com forte protagonismo do Brasil, a previsão de crescimento para este ano é de 2,7%. O desafio reside no desequilíbrio entre oferta e demanda: enquanto a procura cresce 5%, a capacidade de carga sobe apenas 2%. 

Além de anúncio de investimentos, encontro debateu impactos das restrições aéreas na região do Oriente Médio

Maluf destacou que conflitos no Oriente Médio têm forçado mudanças de rotas e cancelamentos de conexões, reduzindo a capacidade global em 9% e afetando a confiabilidade das chegadas no Brasil. "A tendência para 2026 é que as empresas trabalhem com matriz modal por SKU (Stock Keeping Unit)", previu. Diante disso, Marcio, coordenador adjunto do Comex, reforçou a necessidade de inovação: "Não se fechem nos modelos conhecidos; a sobrevivência da empresa depende de diversificar a cadeia". 

A Dra. Fernanda Vasconcelos e Felipe Sagaz, da Contrail Logística, detalharam as vantagens da parceria com a MRS Logística no transporte rodoferroviário entre Jundiaí e os portos de Santos e Rio de Janeiro. “Além da redução de custos de armazenagem em comparação ao porto, da segurança que o transporte ferroviário oferece, o uso do trem reduz em até 70% as emissões de CO2, um trem substitui 42 caminhões nas estradas”, enumera. 

O projeto de expansão do TIJU prevê o acréscimo de 50 mil m², atualmente em fase de licenciamento. “Sobre o alfandegamento do terminal para se tornar um Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA), a nossa infraestrutura já atende aos requisitos, estamos apenas aguardando a definição da legislação específica”, anuncia. 

Cileide, coordenadora de Comex, confirmou o interesse da Receita Federal na operação. “No final de 2025, eles estiveram num evento aqui, no CIESP Jundiaí, e confirmaram de fato o interesse do recinto alfandegário para a cidade e para atender toda a região”, reforça. 

Gilson Pichioli, diretor de Fomento à Indústria na Prefeitura de Jundiaí, ressaltou o valor estratégico da operação ferroviária, retomada em 2017. "Buscamos reativar o alfandegamento para fidelizar empresas e atrair novas oportunidades para a região mais industrializada da América Latina", pontuou, reforçando a relevância estratégica para Jundiaí. “Estamos no centro da macrometrópole paulista mais industrializada da América Latina. A reativação do alfandegamento vai beneficiar a cidade, fidelizar empresas e atrair oportunidades”, completou. 

Atualizações da Legislação e OEA - O advogado aduaneiro Dr. Diego Joaquim trouxe as atualizações jurídicas do bimestre. Entre os destaques, a promulgação do acordo Mercosul-UE e as mudanças na certificação OEA (Operador Econômico Autorizado), que passará a ter novas categorias conectadas aos programas Confia e Sintonia (Lei Complementar 225).  Para baixar a apresentação da DJA, clique aqui.

Dr. Diego também alertou para a possível extensão do despacho sobre águas para empresas não-OEA e soluções de consulta específicas para o setor de autopeças. “Fiquem atentos às soluções de consulta que estão disponíveis no pdf que vamos compartilhar”, destacou. “O despacho sobre águas, que antes era restrito a empresas OEA, agora poderá ser estendido para outras empresas com informações prioritárias para as certificadas”, alertou.

Cíntia Souza - Assessoria de Comunicação - CIESP Jundiaí

 

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