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Palestrantes trouxeram dados e reflexões sobre as mudanças nas relações entre homens e mulheres.

O Departamento de Responsabilidade Social do CIESP Jundiaí promoveu, nesta terça-feira (23), a palestra "Bolhas Sociais nas Empresas: Homens e Mulheres Estão Falando Idiomas Diferentes?", que trouxe uma reflexão sobre os desafios da convivência, da comunicação e da construção de ambientes de trabalho mais diversos, respeitosos e seguros. 

Coordenado por Cida Gibrail, o departamento recebeu as especialistas do SESI-SP Dayane de Souza Santos e Alan Pereira de Andrade Silva, que apresentaram pesquisas, dados e reflexões sobre as mudanças na forma como homens e mulheres percebem o mundo e como essas diferenças impactam as relações dentro das organizações.

Durante a abertura, a coordenadora do Departamento de Responsabilidade Social, Cida Gibrail, destacou a importância de promover espaços de diálogo sobre temas que fazem parte da realidade das empresas e da sociedade. 

“Nós incluímos as pautas do Confem (Conselho Superior Feminino) no Departamento de Responsabilidade Social e queremos levar essa temática da presença feminina na indústria, promovendo a igualdade de gênero”, comentou. “Nosso intuito é ampliar o alcance do grupo, debatendo temas como saúde mental, carreira e empreendedorismo, com o objetivo de ouvir demandas, trocar experiências e ajudar a transformar realidades, identificando e superando barreiras práticas que dificultam a contratação de mulheres nas empresas”, explicou. 

Alan e Dayane trouxeram reflexões importantes sobre a relação entre homens e mulheres em todas as esferas da sociedade

Ao longo da palestra, os especialistas discutiram como diferentes experiências sociais, culturais e geracionais influenciam a comunicação entre homens e mulheres, reforçando que a construção de ambientes mais inclusivos passa pelo desenvolvimento da escuta, da empatia e da capacidade de dialogar com perspectivas distintas.

Para Alan Pereira de Andrade Silva, que explicou o termo em inglês gender gap (traduzido como "lacuna" ou "disparidade de gênero"), existem diferenças entre homens e mulheres em diversas esferas da sociedade, como mercado de trabalho, política, educação e saúde. “Trata-se da desigualdade de oportunidades, direitos ou representação entre gêneros”, reforçou, abordando temas como machosfera e redpill, movimentos cujos algoritmos podem reforçar conteúdos que vão de memes à violência física propriamente dita. 

Segundo Dayane de Souza Santos, mulheres não são minoria, mas sim um grupo minorizado. “As mulheres são maioria da população e se interessam, sim, pela indústria. Resta saber se as nossas empresas estão prontas para acolher, reter e desenvolver esse talento em toda a sua potencialidade”, alertou. 

Para baixar a apresentação, clique aqui.

Atendimento à Indústria - O encontro também proporcionou um momento de troca de experiências entre os participantes, que compartilharam desafios vivenciados no cotidiano corporativo e discutiram caminhos para fortalecer a comunicação, reduzir conflitos e ampliar a compreensão entre diferentes perspectivas. 

“O SESI-SP, por exemplo, oferece à indústria um projeto chamado Trilha de Liderança, com foco na comunicação não violenta. Mapeamos a empresa para identificar suas necessidades e desenvolvemos esse trabalho de conscientização, começando pela liderança e, quando necessário, disseminando-o para todos os níveis hierárquicos”, explicou Thaís Delfrari, instrutora de Programas Corporativos do SESI Jundiaí e Santana de Parnaíba. 

Para Cida Gibrail, o CIESP Jundiaí reafirma seu compromisso de estimular debates que contribuam para a formação de lideranças mais conscientes e para a construção de ambientes de trabalho cada vez mais colaborativos, inclusivos e preparados para os desafios contemporâneos. “Queremos levar às empresas temas atuais que contribuam para o fortalecimento das relações humanas e para o desenvolvimento de uma cultura organizacional mais saudável”, completou.

Cíntia Souza - Assessoria de Comunicação - CIESP Jundiaí